Todo empresário enfrenta adversidades em seu trabalho, seja a empresa do ramo que for. Na gestão para operadoras de plano de saúde, contudo, os desafios são mais específicos e, de certa forma, até mais complicados. Afinal, trata-se de uma área delicada, na qual as pessoas precisam confiar para que tudo dê certo.

Se os gestores de uma operadora não souberem fugir das falhas, é provável que ela perca credibilidade. Isso se traduz em uma perda de pacientes e, eventualmente, resulta na falência. Mesmo alguns problemas aparentemente pequenos podem se transformar em uma bola de neve mais tarde.

Felizmente, muitos dos erros mais comuns já foram bastante estudados por especialistas no assunto. Nós mesmos os percebemos com frequência durante nosso trabalho com o segmento de saúde. É com esse conhecimento que construímos uma lista contendo os principais erros de gestão na área. Continue lendo!

Quais são os erros comuns na gestão para operadoras de plano de saúde e como evitá-los?

A seguir, vamos falar um pouco sobre cada um dos erros mais prováveis e de que maneira você pode evitá-los. Não se preocupe, caso você já tenha cometido um ou outro; é por isso que são comuns. O importante é ficar atento para não deixar que a empresa caia nas mãos da sorte. Confira!

1. Pouco conhecimento

Se você é um bom empreendedor, mas não sabe nada sobre a área de saúde, prepare-se para estudar muito. Não é necessário que você seja um médico para trabalhar com planos de saúde, porém, é inevitável que algum conhecimento seja requisitado durante a gestão.

Busque sempre se informar sobre novidades e preocupações da população a respeito do que você faz. Leia artigos e livros, faça pesquisas e ouça com atenção o que os profissionais de saúde na sua empresa têm a dizer. O gerenciamento de pessoal, de recursos e de gastos será muito mais fácil se você souber do que está falando.

2. Falta de profissionais capacitados

É claro que uma operadora de plano de saúde precisa de médicos qualificados e responsáveis atuando em todas as divisões e locais credenciados. Só que não são apenas esses os profissionais que fazem a diferença no cotidiano do paciente. Ele também precisa ser atendido, aguardar consultas e comunicar-se.

Não deixe de investir na capacitação dos funcionários, sejam eles do setor que forem. Há muitas reclamações de usuários sobre o atendimento ou mesmo sobre a parte administrativa de seguradoras. Não deixe que o despreparo estrague a experiência dos clientes, que, muitas vezes, já estão passando por um momento difícil.

3. Mau controle da sinistralidade

O sinistro de uma operadora de saúde é o que acontece toda vez que ela é acionada pelos segurados. A ideia é ter os menores custos possíveis, o que significa esperar que os pacientes raramente precisem, de fato, usar o plano contratado. Quando a utilização ocorre, ela acaba sendo um sinistro.

Fique sempre atento ao percentual de sinistralidade para manter as despesas mais bem controladas. Se você perceber que o valor está aumentando, considere uma abordagem mais preventiva com os usuários. Tente promover campanhas para estilos de vida mais saudáveis, por exemplo, além de orientar a equipe a levar os pacientes para esse caminho.

4. Falta de monitoramento de indicadores de desempenho e qualidade

Esse é, muito provavelmente, o erro mais compartilhado entre empresas de diversos segmentos. Indicadores de desempenho e de qualidade existem aos montes, desenvolvidos para encontrar falhas na gestão financeira, de pessoas ou em qualquer outro ponto dos negócios. Eles são essenciais para o crescimento e para a própria sustentação da empresa.

Estabeleça os indicadores principais para todos os setores e parta daí para aprimorar os processos. Sem eles, você estará basicamente gerenciando no escuro. Trabalhe com dados, percentuais e relatórios detalhados antes de tomar decisões que podem afetar o futuro da operadora.

5. Não cumprimento satisfatório das obrigações da ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar, ou ANS, é o órgão que regula as atividades de todos os planos de saúde no Brasil. Seguir suas obrigatoriedades é fundamental para manter a seguradora funcionando e longe de multas — que podem ser bem altas em alguns casos.

Anualmente, a ANS avalia as operadoras e classifica-as dentro do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar, ou apenas IDSS. A análise é feita com base em dezenas de indicadores (daí, novamente, a sua importância) e altera muito a percepção que os segurados têm do plano, além de ser imperativa para que você possa continuar trabalhando. Estude sobre essas obrigações e confira frequentemente se todas estão sendo atendidas satisfatoriamente.

6. Não acompanhamento do fluxo de caixa

Manter o controle do fluxo de caixa já é um desafio para qualquer empresa. No caso de operadoras de plano de saúde, o encargo é ainda mais complexo, cheio de particularidades e variáveis. É imprescindível ter muita atenção a esse processo para manter o saldo positivo no final do mês.

Além do monitoramento da sinistralidade, outras coisas podem ser feitas para melhorar o domínio da gestão sobre o caixa. Você pode migrar do trabalho manual para um software automatizado, por exemplo. Só isso já economiza tempo e dinheiro, além de reduzir erros humanos.

7. Não segmentação do público

Por mais que os planos de saúde sejam separados por faixa etária, sexo e outras condições, essas divisões por si só não significam que existem ações segmentadas voltadas para cada grupo de pacientes.

Quando estiver pensando em criar campanhas preventivas ou qualquer estratégia de marketing para aumentar o número de clientes, você precisa segmentá-los. Aliás, o mesmo vale para a comunicação direta com eles. Sabendo quem são e quais problemas enfrentam, fica bem mais simples dar as informações corretas e ajudá-los a confiar mais na operadora.

Esses foram alguns dos erros mais comuns na gestão para operadoras de plano de saúde. Se você se identificou, agora, já tem uma noção do que está acontecendo; se não, continue assim e não deixe de checar novamente de tempos em tempos. Certas coisas podem escapar do controle de vez em quando, mas os gestores têm o poder de estancar o problema — é só ficar atento.

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