Um setor de Recursos Humanos eficaz sempre procura melhorar a sua gestão estratégica de pessoas. Afinal, é por meio dos colaboradores que tudo acontece na empresa.

Ao contrário do que muitos gestores pensam, não são só as performances da produção e das vendas que devem ser medidas. Saber como está o desempenho das equipes é essencial para descobrir se as políticas de incentivo e treinamento estão surtindo efeito positivo nas atividades.

Conheça, neste post, os principais KPIs para uma gestão de pessoas de sucesso. Acompanhe!

1. Índice de entrada, saída e rotatividade (turnover)

Indica o nível de substituição de uma empresa (colaboradores admitidos e demitidos), em determinado período. Esse indicador é considerado um dos mais importantes e serve como base para outras análises, como: 

  • baixa atratividade em relação à concorrência;

  • falhas de recrutamento e seleção;

  • remuneração inadequada;

  • aquecimento da economia.

Geralmente, o resultado do turnover precisa ser sempre inferior a 5%, pois se for superior os custos também crescem, devido às novas contratações e com o pagamento de rescisões.

2. Absenteísmo

Esse índice auxilia na medição de horas desperdiçadas, seja por atrasos/faltas, seja por saídas justificadas ou não.

O seu aumento pode ser ocasionado por vários motivos, como:

  • péssimas condições de trabalho que comprometem a saúde e a ergonomia;

  • insatisfação salarial;

  • falta de reconhecimento pelo bom desempenho;

  • problemas pessoais;

  • conflitos com colegas.

3. Índice de retenção de talentos

Mostra o nível de eficiência das estratégias voltadas para esse público. É calculado de acordo com o número de talentos perdidos para o mercado ou concorrentes.

Para a eficiência dessa métrica, é preciso criar uma espécie de “banco de talentos”, composto por colaboradores que demonstrem potencial para assumirem novos cargos, mediante critérios objetivos, como a comprovação de desempenho e os resultados alcançados.

Realizar uma entrevista de desligamento é essencial para descobrir os pontos fracos da gestão de pessoas. Assim, é possível agir diretamente nos problemas que levam os talentos a saírem da empresa. A falta de um plano de carreira é um dos motivos mais comuns.

4. Custos de rotatividade

Índice que abrange todos os custos referentes ao pagamento das rescisões, incluindo tributos e multas. Além disso, é somado o investimento feito em capacitação e treinamento de novos entrantes.

É um custo encarado como desperdício. Por esse motivo, manter a taxa de rotatividade sob controle é importante para evitar maiores prejuízos.

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5. Produtividade

A produtividade da equipe de RH pode ser medida por meio de três fatores: tempo, qualidade e custos. Desse modo, outros grupos de indicadores auxiliam na comprovação da produtividade do setor, como:

  • atendimento aos prazos;

  • incidência de erros;

  • satisfação dos clientes internos;

  • redução de despesas;

  • otimização de processos.

Períodos de inatividade devida a manutenções corretivas, falhas de sistema e até distrações também podem ser contabilizados por esse indicador.

Do ponto de vista da produtividade da empresa, podem ser levantados dados de cada área da produção, como o lucro líquido e os indicadores de receita.

Vale ressaltar que há métricas distintas para cada modalidade de processo e de atividade, cabendo à equipe responsável realizar uma pesquisa detalhada por setor, a fim de definir os indicadores mais adequados.

6. Avaliação de aprendizagem

Serve para comprovar se os programas de capacitação e treinamento estão sendo eficientes. É conseguida após os gestores realizarem uma avaliação de desempenho das equipes, sendo essencial acompanhar o rendimento de cada integrante.

Para deixar esse índice mais completo, é importante recolher o feedback do próprio colaborador sobre a qualidade do conteúdo lecionado, as condições para a aplicação de novas metodologias e o incentivo à inovação.

Com o auxílio de um formulário bem elaborado é possível coletar esses dados de forma simples e objetiva. Afinal de contas, os indicadores devem ser precisos e de fácil compreensão.

7. ROI em treinamentos

Esse índice mensura a eficiência dos cursos de treinamento para a redução de problemas, falhas, perdas, acidentes, retrabalhos e atrasos.

Dessa forma, o ROI estabelece uma comparação entre as despesas e os prejuízos evitados e os investimentos na qualificação dos trabalhadores. É uma informação importantíssima para garantir o controle e a liberação de verbas para os cursos periódicos.

8. Clima organizacional

É um indicador obtido por meio de pesquisa feita com os colaboradores, a fim de que todos possam responder a questões sobre diversos assuntos relativos ao bem-estar social, como:

  • relacionamento com gestores/facilitadores;

  • acesso a equipamentos de proteção e demais recursos necessários para realizar as tarefas cotidianas com segurança;

  • contentamento sobre benefícios concedidos;

  • incentivo ao aprendizado e às ações de valorização e reconhecimento profissional.

Essa pesquisa é geralmente respondida com notas de 1 a 5 para classificar o nível de satisfação dos colaboradores. Com os resultados fica fácil saber quais são as atividades que estão dando certo e quais as práticas que precisam ser ajustadas o mais rápido possível.

9. Custo per capita (CPC) de benefícios corporativos

O CPC faz uma relação entre o total de colaboradores e os gastos absolutos presentes na folha de pagamento. 

Nele, consideram-se os benefícios comuns a todos, incluindo os previstos em lei e no acordo definido pela categoria. Como os benefícios são motivos de atração e retenção de pessoal, essa métrica torna-se muito importante.

Para uma análise completa, é preciso confirmar se os incentivos concedidos são realmente reconhecidos e valorizados pelos profissionais. Às vezes, a empresa assume condições que não afetam positivamente os índices de motivação e empenho das equipes.

Uma prática muito utilizada atualmente é permitir que a própria pessoa escolha a sua lista de benefícios, dentro de um limite de concessões. Assim, o nível de satisfação do colaborador tende a subir mais facilmente.

10. Folha de pagamento

A folha de pagamento representa todas as despesas da organização porque, além do pagamento de seus trabalhadores, ela também inclui as exigências legais, o efeito da inflação e o impacto do dissídio.

Esse indicador tem mais proveito quando relacionado a valores, como o total de colaboradores, o faturamento bruto ou líquido e o crescimento das entregas.

Com ela é possível constatar se remunerações, cargos e salários estão compatíveis com as normas e perspectivas da empresa.

Se os índices de performance listados ao longo deste post forem implantados na sua gestão estratégica de pessoas, você conseguirá controlar e orientar todas as equipes da empresa com mais eficiência. Portanto, não perca tempo e busque já essas métricas com o auxílio de um software de gestão apropriado.

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