Inovar é uma necessidade básica para as empresas se destacarem. Só assim é possível manter o negócio competitivo e na vanguarda do mercado. No entanto, o antigo modelo de inovação, fechado, não agrega muitos resultados ao negócio. É preciso apostar na inovação colaborativa.

Nesse caso, a empresa posiciona-se como parte de um sistema aberto e pode criar parcerias com fornecedores, consumidores e até competidores para desenvolver novas ideias. Hoje, há diversas organizações que prezam por esse modelo e são destaque nas suas áreas.

Nós reunimos uma série de informações sobre o tema e algumas dicas para integrar o tipo de inovação colaborativa. Portanto, leia com atenção os próximos tópicos!

O que é inovação colaborativa?

Inovar é uma tarefa desafiadora, especialmente quando se busca por algo totalmente novo. Para dificultar ainda mais, algumas empresas deixam a tarefa a cargo do setor de P&D (pesquisa e desenvolvimento), restringindo a geração de ideias a um grupo seleto.

As empresas mais bem-sucedidas sabem que esse não é o caminho. É preciso incentivar a inovação dentro da empresa, permitindo que todos os funcionários deem e desenvolvam suas ideias. A 3M company, por exemplo, permite que toda a equipe técnica aplique 15% do seu tempo ao desenvolvimento de projetos próprios.

Mas ainda não é suficiente. Por isso, Henry Chesbrough, professor da Universidade de Berkeley, deu início à ideia de inovação colaborativa, também conhecida como aberta.

A inovação colaborativa é o modelo pelo qual se utiliza conhecimentos e tecnologias internas e externas para aperfeiçoar o processo de inovação. Dessa maneira, é possível inovar até com quem está fora do negócio, como por exemplo com clientes e empresas parceiras. Nesse contexto, a inovação encontra menores barreiras existenciais.

Algumas dúvidas comuns:

  • você se sentiria livre para inovar com um concorrente?;
  • como essa inovação pode/deve ocorrer?

É o que explicaremos logo adiante.

Como utilizar o modelo de inovação colaborativa?

John Mickey, CEO da Whole Foods Market, afirma que muitos gestores veem seus concorrentes como inimigos a serem esmagados, mas na verdade deveriam ser vistos como aliados na busca da excelência mútua. Para ele, concorrentes criam e inovam, lançam ideias, estratégias e produtos ainda não pensados. Portanto, pode ser um ótimo parceiro para inovar e crescer. Entenda como usar a inovação aberta a seguir.

Saiba com quem colaborar

Há uma ampla gama de pessoas que estão fora da empresa e que podem ser parceiros no processo de inovação. Portanto, você deve buscar e consolidar parcerias que gerem benefícios mútuos. Confira, agora, algumas das principais:

  1. consumidores — dá para aprender com seu feedback;

  2. fornecedores — podem contribuir com tecnologias de ponta;

  3. competidores — podem se unir para fazer pesquisas e desenvolver projetos;

  4. ativistas — possuem informações que podem ajudar a alavancar o negócio;

  5. sociedade — dá para inovar por meio da atuação colaborativa.

Para cada projeto é possível inovar com um ou mais parceiros. Assim poderá crescer mais rápido, aperfeiçoar a taxa de sucesso em inovação e gerar muitas outras ideias.

Identifique uma dor mútua

Outra dica é identificar um problema que afete a você e o seu aliado de inovação, assim o interesse pela solução será muito maior. No entanto, tenha cuidado para não focar a inovação de maneira unilateral. Decida isso com o seu aliado, respeitando os seus interesses de pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Para tanto, faça reuniões de brainstorming, coloque os principais problemas e suas respectivas causas na pauta (pode ser com a ajuda do diagrama de Ishikawa, por exemplo). Mas lembre-se: a decisão final não deve ser só sua. Caso contrário, seu aliado não terá o mesmo interesse em inovar, nem mesmo se sentirá “dono” da ideia.

Pare de ver o mercado como um campo de guerra

Muitas empresas ainda enxergam o mercado como um campo de batalha. Nessa linha de raciocínio, ativistas, concorrentes, críticos, sindicatos e mídia são oponentes do negócio e devem ser vencidos.

Esse pensamento está ultrapassado e prejudica o desenvolvimento de parcerias e de inovação. Por outro lado, os concorrentes são, na verdade, fontes de melhoria.

Sobre o assunto, Edward Freeman costumava dizer:

por trás de cada militante há uma nova ideia de negócio.  — Edward Freeman

Infelizmente, boa parte dos gestores atuam com tanto receio que não conseguem identificá-las e muito menos aproveitá-las em parceria. Em resumo, o recomendado é fazer dos atuais oponentes, verdadeiros aliados. Assim, ambos poderão se beneficiar.

Conte com uma base sólida de informações

Independentemente de quem é o seu aliado, é sempre importante contar com uma base sólida de informações para inovar. Desse modo, é possível evitar decisões baseadas no palpite ou achismo, como acontece bastante hoje. Ao abraçar a inovação aberta, é possível compartilhar mais informações, planejar e desenvolver novas ideias.

Imagine somar sua base de dados com a do seu competidor ou, ainda, com a de grupos sindicais. Você certamente terá uma nova perspectiva do que está acontecendo e, de igual modo, poderá formular planos mais eficazes e fora do lugar comum. Por essa razão, terá uma visão muito mais sistêmica e uma base robusta para atuar.

O que evitar na inovação colaborativa?

Na prática, a inovação colaborativa pode ser mais difícil do que parece e precisa de uma ótima gestão. Em geral, as pessoas possuem culturas, perspectivas e interesses distintos, e tudo isso deve ser conciliado ao longo do processo de inovação.

Outro ponto é que é um erro entrar no modelo de inovação aberta sem o interesse de ganho mútuo. É preciso atuar em conjunto com outras empresas e entidades em busca de inovações que satisfaçam o cliente, bem como eliminem “dores” existentes dentro da empresa ou no mercado. Assim, no final das contas, todos saem beneficiados.

Agora você está por dentro do assunto. Aproveite para refletir sobre quais “dores” precisa eliminar e acerca de quem pode ser seu parceiro nesse processo de inovação colaborativa.

Gostou do nosso artigo? Fique sabendo que para inovar é preciso de uma tecnologia de ponta. Ela fornecerá a base necessária de dados à empresa. Em razão disso, aproveite para ler nosso artigo “Por que investir em um ERP personalizado?”. Boa leitura!

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