Acompanhar os indicadores financeiros é fundamental para garantir uma gestão eficaz. É por meio deles que o gestor consegue avaliar a realidade do negócio, compará-la com os objetivos que foram criados, analisar se os esforços são suficientes para alcançar as metas e ainda compreender quais ações precisam ser adotadas para obter melhorias.

No artigo de hoje vamos falar sobre alguns desses indicadores, para que eles servem e como ajudam a analisar os resultados. Continue com a leitura para saber mais!

Indicador de faturamento

Esse é um dos indicadores financeiros mais importantes. É por meio dele que se torna possível saber quanto a empresa está vendendo, em dinheiro, e o que isso representa. Ele pode ser utilizado para avaliar se o negócio está faturando de acordo com o que se espera. Se o número estiver abaixo do que é esperado, sinal de que podem haver problemas com as estratégias de divulgação, habilidades dos vendedores em negociação, ou no processo de vendas, por exemplo.

Entretanto, também é preciso avaliar se o objetivo traçado condiz com a realidade do mercado e da empresa. Estipular metas desafiadoras é interessante para estimular mais as equipes, porém, quando elas não são realistas, corre-se o risco de que nunca sejam atendidas — o que pode ocasionar desmotivação do time e piorar ainda mais os resultados.

Indicador de recebimentos

É muito satisfatório conseguir um faturamento alto. Entretanto, isso não é garantia de que o dinheiro entrará, de fato, no caixa da empresa. Sendo assim, é importante avaliar o índice de recebimentos, comparado ao valor faturado, pois isso dá uma visão de qual é o grau de inadimplência que o negócio sofre.

Para evitar que esse tipo de problema ocorra, é necessário criar e implantar uma política de crédito bem estruturada e mais rígida e tomar ações imediatas — como deixar de conceder crédito para clientes que já possuem uma dívida ativa, pelo menos até que a situação seja regularizada.

Indicador de lucratividade

O lucro é o valor que “sobra” depois que todos os custos foram deduzidos do valor faturado. Com o indicador de lucratividade, é possível saber qual é o grau de risco que o negócio apresenta — visto que um lucro baixo, mesmo com o faturamento alto, é sinal de que os custos estão elevados. Com isso, é necessário faturar sempre um grande valor, para que a empresa seja capaz de pagar suas contas.

Um sintoma claro disso é quando o empreendedor nota que faturou bem, mas que, no final das contas, o dinheiro não está sobrando.

Indicador de rentabilidade

A rentabilidade representa o retorno que determinado investimento proporciona para a empresa. Por exemplo: a relação entre o gasto com uma nova estratégia de divulgação e o aumento da receita aponta se essa decisão foi rentável, ou não, para o negócio. Ele também ajuda a entender qual é a capacidade de determinada iniciativa conseguir “se pagar”, de acordo com o retorno que ela proporcionou.

Vale lembrar que não existe um padrão estabelecido para o que se considera como satisfatório. Já que isso depende das características e condições em que o investimento foi realizado. Ou seja, enquanto determinado projeto com uma rentabilidade de 80% pode não ser adequado, outro que dê um retorno de 10% pode ser considerado um sucesso.

Indicador de endividamento

O grau de endividamento que uma empresa possui também é um dos indicadores financeiros mais importantes. Mesmo que seja possível alcançar um resultado positivo em determinado período, se o pagamento das dívidas e altas taxas de juros consomem uma grande parcela dos lucros, isso pode representar problemas financeiros.

Nesse caso, o ideal é identificar a origem desses problemas e encontrar meios de solucioná-los — como renegociar com fornecedores e evitar novos empréstimos a juros altos, por exemplo.

Indicador de liquidez

A liquidez é a capacidade que a empresa possui de gerar dinheiro em curto prazo. O capital de giro e os estoques são exemplos de ativos que possuem alto índice de liquidez. Ela é importante para que seja possível honrar com os compromissos de curto prazo. 

Quando ela é baixa, é sinal de que o dinheiro investido está sendo aplicado em aportes que dão retorno em longo prazo, o que pode causar problemas para pagar as dívidas. Por outro lado, se ela é alta demais, pode ser sinal de que o dinheiro está sendo mal investido — por exemplo: se o estoque está muito alto, pode ser que se esteja comprando produtos em excesso, o que faz com que o dinheiro fique parado, enquanto poderia ser aplicado de outra forma, garantindo um rendimento maior.

Indicador de ponto de equilíbrio

O ponto de equilíbrio indica qual é o valor mínimo necessário de vendas que precisa ser alcançado para que os custos operacionais sejam pagos, evitando o prejuízo. Ou seja, ele aponta qual é, exatamente, o ponto em que o faturamento alcança o valor necessário para cobrir os gastos.

Além de auxiliar a identificar qual é a meta mínima para que não haja prejuízos no período, ela permite que o gestor trace um plano de ação mais preciso e seja eficaz na elaboração das metas de vendas.

Indicadores financeiros de custos

O controle dos custos que a empresa gera em suas operações é fundamental para uma boa gestão. Os indicadores de custos permitem visualizar melhor as categorias dos gastos, de todas as áreas e quais impactos eles causam nos resultados da empresa. Além disso, com esse acompanhamento, torna-se possível saber com maior precisão quais deles podem ser reduzidos ou eliminados sem comprometer a qualidade dos produtos e serviços.

Vale lembrar que, além de influenciar na lucratividade, eles também afetam a formação de preço. Ou seja, promover a redução de custos pode também garantir resultados mais satisfatórios e preços mais competitivos para os clientes.

No post de hoje falamos sobre alguns indicadores financeiros que devem ser acompanhados em uma empresa. Entretanto, vale ressaltar que a criação e o acompanhamento deles devem sempre estar aliados às estratégias empresariais. Assim, garante-se metas mais realistas e planos de ação mais eficazes, o que auxilia no alcance dos  objetivos.

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